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20 de abril de 2013


Apenas Voe.

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   Eu sei bem o que você gostaria de ter feito e ter sido na vida. Somos jovens e os mesmos sonhos que eu tenho um dia você já teve. Eu sei que o amor foi algo que você nunca desistiu de sentir mesmo quando sabia que a vida estava por um fio. Suas esperanças, lembranças e desejos não se apagaram em nenhum segundo. Tenho quase certeza que se dependesse da gente estaríamos nesse mesmo instante dançando e cantando feito loucos em algum lugar qualquer, sem destino. Vivendo na rota da maré. Sei que o vento em seus cabelos sempre te deu a sensação de liberdade e que o que era mais justo para você era a igualdade. Você, como muitos jovens no mundo só queria o melhor, mas sempre no caminho do melhor encontramos o pior. Ainda bem que você sempre foi forte e o pior pra você nunca passou de uma palavra. Palavras ao vento. O medo? Um sentimento pequeno. Queria ter a sua coragem, queria ter a sua força, queria ter você de volta para me sentir mais forte, mais capaz, mais e mais. Quero de volta o seu sorriso, seu abrigo e a sua paz. Não vou insistir na sua volta, pois quem nasceu com a sua vontade de viver merece voar. Voar como um passarinho, sendo o símbolo da paz. Sim, aquela paz que você queria, aquela paz que você dizia, aquela paz que te levou.  Eu sei bem que você ainda tinha vontade de ser o dono do mundo. Só do seu mundo, do meu mundo ou do nosso mundo? Voe a todos os lugares e leve seus encantos. Viva de uma forma mais livre, sem cobranças, erros ou enganos. Mas deixe comigo suas vontades e coragem. Que Deus me dê forças, mas que viva a sua liberdade!

#Texto dedicado a Alan Vanderlinde. Mais um anjo para o céu, mais uma perda para nós. 

                                                                                                                         @MickellyFarias

13 de abril de 2013


"Erros" do passado.

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   Você vai negar até o fim. Vai dizer que é mentira ou até falar que não foi você quem viveu aquela fase. Vai falar que seus sentimentos não valiam nada e que não tinha maturidade pra ter alguma atitude racional. Vai querer apagar todas as fotos que te "condenam". Vai dizer que nunca amou o primeiro menino que te fez sofrer e vai negar que um dia tenha chorado por não ter ido à aquela festa em que ele estava. Vai querer calar a boca dos seus amigos que irão contar como você caiu encima do menino mais gato do colégio e como foi seu primeiro (ridículo e desastroso) beijo. Vai esconder sua mãe do seu futuro namorado porque sabe que ela sempre compara seus exs aos atuais. Vai jogar no lixo todas os rascunhos de cartinhas de amor que enviou só pra não ter que lembrar que levou um fora. Vai negar que tenha brigado com seu pai por ele ter te esquecido no final de semana e vai dizer que nunca odiou sua madrasta. Vai falar que não se importou com a separação dos seus pais e que por você eles nunca deveriam ter se casado. Vai tentar se distrair com qualquer coisa só pra não ter que ser obrigada a encarar o que você gostaria de esquecer. Você vai até o fim negar os seus "erros" do passado.

                                                                                                               @MickellyFarias

27 de janeiro de 2013


Um gato, um café e um novo amor.

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 Adoro a "Daniel Cafeteria". É um lugar simples, intimista, mas com uma qualidade gigantesca. Costumo tomar café aqui todas as manhãs, isso se tornou rotina assim que sai da casa dos meus pais, é um ótimo lugar para ler um bom livro.

Costumo tomar meu café no balcão e quando não estou lendo fico conversando com Daniel, ele é um bom cara e apesar de seus 70 anos ainda é bastante lúcido e inteligente, já me contou tantas histórias de sua juventude...

 Hoje não é um dia como todos os outros, Daniel não está na cafeteria e eu, atrapalhada como sempre, acabei esquecendo de trazer o livro que estou lendo: Julieta, da Anne Fortier. Que por sinal é meu livro favorito, já perdi as contas de quantas vezes o li. Diante da situação, o que me resta é sentar em uma mesa perto da janela e tomar meu café olhando para fora, as pessoas são como livros ambulantes, cada uma carrega consigo uma história, penso que seria interessante imaginar como é a delas.

 Derrepente, ouço uma freada e logo um barulho, acabo me levantando e saindo para ver o que havia acontecido. Atropelamento, atropelaram um gatinho. O cara do carro apenas deu marcha ré, desvio do gato e foi embora. Algumas pessoas estão envolta do gato e como eu tenho amor a esses animais acabo empurrando algumas delas para poder chegar até ele e tentar, de alguma forma, ajudá-lo. Me ajoelho no chão e faço carinho em sua cabeça, acho que quebrou as duas patinhas da frente. Não demora muito e um cara alto, de olhos cor de mel e cabelos castanho claro aparecer, ele se ajoelha do outro lado e diz ser veterinário. Não posso duvidar, ele já está mechendo no gatinho com toda a propriedade de um bom profissional. Ele me pergunta se o animal é meu e respondo que não. Ele faz uma ligação e cerca de 10 minutos depois tem uma ambulância, de um novo pet shop, estacionada na nossa frente e com um cara, que parece ser o enfermeiro, imobilizando e levando o gatinho para alguma unidade médica animal.

 Depois que o gato se vai, o tal cara me diz seu nome, David. Me apresento também e logo estamos, os dois, sentados à minha mesa da cafeteria, desfrutando de um bom cappuccino. David me conta algumas coisas sobre sua vida e sobre animais que já tratrou ao longo de sua curta carreira de 4 anos. Conto algumas histórias de minha carreira jornalística e logo estamos rindo. Parece que nos conhecemos há anos. Ele é tão cheio de vida, tão bonito, tão feliz. Seus olhos brilham a cada palavra e seu sorriso incrivelmente branco se encaixa perfeitamente em seu movimento de jogar a cabeça para trás enquanto ri. Estou incrivelmente encantada.

  Definitivamente não foi um café tão ruim, mesmo não tendo a presença de Daniel eu consegui ouvi boas histórias e dar risadas. Talvez, se eu estivesse entretida por suas aventuras não teria conhecido David, o homem que, acredito eu, é meu novo amor.

                                                                                                           @MickellyFarias

21 de janeiro de 2013


Amores vem. Amores vão.

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    Não há no mundo alguém que nunca tenha amado. Quem não amou, um dia vai amar.

    Existem muitas formas de amor. Amor de mãe, amor de pai, amor de irmão, de amigo, de colega, de alguém que te queira muito bem, e é claro o amor de homem e mulher.

    Normalmente as pessoas se queixam de não terem encontrado seu grande amor, e nessas horas, uma das frases mais clichês que existem entra em ação: "O seu grande amor pode está ao seu lado!". Sim, ele pode está ao meu lado, ou melhor, ao seu lado. Somos acostumados a dar valor a quem não dar valor a gente, muitas vezes até a quem nem sabe que "existimos", isso não é de hoje, o ser humano sempre quer o que está acima dele, o que é julgado como "inatingível", e muitas vezes acaba não percebendo que o simples que o rodeia pode ser o verdadeiro significado de felicidade.

   Quantas vezes você não deu boas gargalhadas com aquele melhor amigo que sempre diz que o tal menino que você gosta não te merece? E quantas vezes aquele menino que você gosta já te fez sofrer?

    Ninguém nunca conseguiu definir em palavras o que é amor, mas pra quê defini-lo se você pode simplesmente sentir?

    Não chore por quem não merece, não se prenda ao que te faz mal, não deixe de conhecer novas pessoas. Atente-se mais as pessoas e as situações que te cercam, não vale a pena sofrer pelo que nunca foi seu.

    Amores vem. Amores vão. Para que então perder tempo em vão? A meta agora é ser feliz, cumpra a sua.

                          
                                                                                                                          @MickellyFarias

14 de janeiro de 2013


"Você está grávida?"

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    Tudo parecia comum, Ana como sempre estava lutando com a porta, para ela, sempre era uma dificuldade entrar dentro de casa. Quando enfim conseguiu, se deparou com a cena de Kate jogada no sofá, assistindo "Two and a half men",comendo batata frita e tomando chá gelado. Era uma cena comum, Kate e Ana moram juntas desde que terminaram a faculdade, e sempre que Ana chega do trbalho encontra a amiga em um momento, digamos, muito íntimo no sofá da sala. Ana trancou a porta e colocou sua bolsa encima da mesa de jantar, adentrou até a sala e desligou a TV, atraindo assim, a atenção de Kate.

- Qual é, Ana? Tava na melhor parte.

- Preciso te contar uma novidade! - Disse, Ana, empolgada.

- O que é? Você resolveu cortar essa juba ou ganhou na mega sena e quer dividir o prémio comigo? - Disse Kate, entediada.

- Errou. Feche os olhos! - Disse Ana fazendo com que Kate, mesmo contra sua vontade, fechasse os olhos e contasse até 10. - Tchãram!! Eu e Ector seremos papais. - Disse mostrando uns sapatinhos pequenos a Kate.

- Oh, meu Deus! Você está grávida? - Kate pulou do sofá e deu um abraço na amiga.

 - O que, Kate? - Disse Ana, que caiu na gargalhada e não conseguiu mais parar.

    Kate não respondeu, apenas saiu pulando pelo apartamento e se trancou em seu quarto. Cerca de 2 horas mais tarde, ela saiu e pediu que Ana se arrumase, pois ela a levaria em um lugar especial para que pudessem comemorar a notícia, Ana mais uma vez caiu na gargalhada e tentou falar alguma coisa para Kate, que não parou para ouvi-la e correu para se arrumar.

   As duas estavam dentro do carro de Kate, e seguiam a mil pela rodovia principal. Pararam na frente de um restaurante e Ana não conseguiu disfarçar a surpresa. Kate puxou a amiga pelo braço e a levou para dentro do sofisticado restaurante, assim que cruzaram a porta foram surpreendidas por um coro, formado por mais ou menos 30 pessoas, que gritou: "Surpresa!". Ana deu um pulo com o susto. E Kate pulou de alegria.

- Isso tudo é para você, amiga! Por sua gravidez não esperada!! - Disse ela dando um abraço na amiga.

- Grávida? Como assim, grávida? - Disse Ector, o namorado de Ana.

- Jura que você não sabia? A Ana já até comprou sapatinhos! - Disse Kate, fazendo Ector cair no riso e Ana ainda estava paralisada. - Você ta rindo de que, Ector?

- A Ana não está grávida, pelo amor de Deus, Kate... - Disse ele em meio aos risos e chocando a todos os outros convidados.

- Como assim? - Ela disse olhando para Ana, que não se movera desde o susto e se sentindo envergonhada. - Você me mostrou os sapatinhos e me disse que vocês iriam se tornar pais!

- Sim, Kate. - Disse Ana, enfim, voltando ao planeta Terra. - Nós seremos papais, mas é de um vira lata que o Ector achou na rua todo machucado e levou para o veterinário. O cachorro irá ficar no nosso apartamento, por isso fiquei animada para te contar. E os sapatinhos, são para ele.

- Cacete! Olha tudo que eu fiz pensando que você ia ter um bebê. - Disse Kate olhando ao seu redor e vendo um bando de gente com petiscos na mão e taças de vinho branco na outra.

- Relaxa, Kate. - Disse Ector. - Enganos acontecem e de qualquer forma você não vai ficar sem um sobrinho, afinal, o cachorro, Ralf, chega na casa de vocês amanhã. Você poderá dar todo seu amor e carinho para ele.

- Ah, claro. Pelo menos um cachorro deve dar menos dispesa que uma criança. - Disse Kate caindo no riso. - Já que estamos aqui, vamos aproveitar a festa né?

- Claro! - Disse Ana, dando um forte abraço na amiga.

  1 ano depois.

  Tudo parecia comum, Ana como sempre estava lutando com a porta, para ela, sempre era uma dificuldade entrar dentro de casa. Quando enfim conseguiu, se deparou com a cena de Kate jogada no sofá, assistindo "Two and a half men",comendo batata frita, tomando chá gelado e abraçada em Ralf, o cachorro queridão da casa. Kate correu e se sentou ao lado da amiga, no sofá.

- Tenho uma ótima novidade para você.

- Pode falar. - Disse kate, dando pausa no seriado.

  Então, Ana retirou de dentro da bolsa um sapatinho pequeno.

- Eu e Ector seremos papais!! - Disse Ana, radiante, com uma empolgação contagiante na voz.

- O que? - Disse Kate dando um pulo do sofá. - Cacete, ana. Não dá pra colocar mais um cachorro dentro dessa casa não. Se você e o Ector querem ser papais, vão ser papais onde o vento faz a curva. Ta certo, eu adoro o Ralf, mas ele já dá muito trabalho. E fora que tem dia que ele caga tudo. Te contei que semana passada ele fez coco na tampa do vaso do banheiro do meu quarto? Tem noção disso? Eu tive que limpar um coco maior que o meu. Não, não. Sem cachorros.

   Kate disse a última frase se afastando de Ana, que nem teve a chance de argumentar alguma coisa, e quando terminou de falar a última palavra, bateu a porta do quarto com toda a força.

   Ana se sentou no sofá e abraçou Rafl, que comia as batatas fritas que Kate deixou. Tirou seus saltos, apoiou os pés na mesa de centro e falou para si mesma, ou melhor, para Rafl:

- Quem foi que falou de cachorros? Eu ia dizer para ela que eu estou grávida do Ector, eu vou ser mãe, ele pai e ela tia e madrinha. Que mal pode ter nisso? Me explique Ralf.

   O cachorro apenas deu uma lambida no nariz dela e saiu, para provavelmente fazer suas nescessidades, seja lá aonde for.


  Moral: A falta de comunicação é uma grande arma para precipitações. A falta de comunicação, é uma droga.


                                                                                               Texto de: @MickellyFarias

10 de janeiro de 2013


Nunca Ame.

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   Uma vez, quando eu era mais jovem, me disseram que a decisão mais certa que eu poderia tomar na vida seria a de não me apaixonar. Disseram-me, que o amor doía e que os que mais sofriam eram os que se entregavam totalmente a esse sentimento. Eu era muito nova, fiquei assustada com o conselho que recebi; afinal, outros falavam tão bem do amor para mim, diziam que era o melhor e o maior sentimento que um ser com vida possa sentir e transmitir. Passei alguns anos tentando entender porque teorias sobre o mesmo assunto podem ser tão diferentes e ao mesmo tempo tão intrigantes.

   Conheci Lucas, e as primeiras perguntas a virem em minha cabeça foram: Qual, dos dois conselhos, devo seguir? Qual irá, realmente, me privar de decepções e me trará felicidades? 

    Fiquei na dúvida e resolvi, simplesmente, deixar acontecer. Que boba eu fui, deveria ter me lembrado que o amor é algo crescente, alguém já havia me falado isso, mas minha vontade de viver intensamente me fez acreditar que se deixando as coisas acontecerem, tudo iria tomar o rumo certo e que no final das contas, uma das teorias iria se encaixar perfeitamente sem que eu precisasse escolher. Logicamente, a que venceu foi a de que o amor é lindo, o amor é belo e que estando com o grande amor da minha vida, minhas chances de ser feliz mais do que duplicavam. Merda, eu devia ter escutado a razão e não “ter deixado acontecer”. No começo, tudo parecia um desenho de princesa da Disney, do tipo que você não precisa nem assistir para saber que o final vai ser feliz, repleto de música, dança, beijos e the end colorido. Porém, conforme o tempo passou, o amor foi deixando rastros de dor e decepção em minha mente. Lucas já não era o homem da minha vida, e sim o homem para que eu rezava todos os dias pedindo que saísse de uma vez por todas do meu dia a dia. Nossas brigas se tornaram constantes, nós mal nos olhávamos nos olhos, já não nos tocávamos... Era como conviver com um estranho dentro de minha própria casa. Mas a gota final, o que eu precisava para ter a coragem de dizer adeus ao homem que eu pensei ser o cara certo para viver todas as melhores décadas de nossas vidas ao meu lado, foi quando eu descobri que ele estava me traindo. Sim, Lucas me traia. E isso só fez com que a dor aumentasse. Passei noites em claro, passei dias sozinha olhando para o nada através das janelas.

    Demorou para que eu me recuperasse, mas agora já estou bem. Acho até que bem demais, pois o novo capítulo da minha vida irá se iniciar ao lado de Chris, um cara legal que conheci em um barzinho, ele é um bom homem, me trata como toda mulher deve ser tratada, na base das flores e dos bilhetinhos românticos todas as manhãs de domingo. Porém, desta vez, eu decidir ter as rédeas da situação em mãos e não vou deixar as coisas acontecerem, agora irei utilizar o primeiro conselho: “Não se apaixone”, “Não se entregue totalmente”. E assim será, viverei esse novo capítulo sem me entregar. Talvez até sem amar. Será possível viver uma história de amor, sem amor? 

                                                                                                        @MickellyFarias